arco-íris

Eu tive um blog de literatura.

Na realidade, ele ainda existe. É o Literatura Pop.

Mas ele faz parte de uma época diferente da minha vida, com a qual eu não me identifico mais. Adoraria ter tempo pra resenhar todos os livros que leio e fazer reflexões “pseudoprofundas” sobre eles, mas eu não sou mais aquela menina.

No entanto, às vezes ainda tenho vontade de falar sobre livros. Essa é uma dessas vezes.

Ontem fui à Bienal do Livro com companhias divertidíssimas: Geovana (8), Luana (13), Débora (13), Thayná (12) e Vitória (12) e fomos caçar livros e pokemons.

Eu poderia passar o dia aqui contando causos como o do lindo apelido “Toisa” ou sobre como lembrei dos meus 12 anos e da minha primeira Bienal, como foi a das meninas ontem, mas guardo isso pra outro dia.

Hoje quero falar da Rainbow Rowell‎, porque ontem, na Bienal, o único livro que tive vontade de comprar foi o novo dela.

Pra começar, o nome da menina é ARCO-ÍRIS.

Como não amar uma pessoa que se chama ARCO-ÍRIS?

Nos últimos meses eu tenho lido pouquíssimo, mas uma coisa que sempre acaba com minha ressaca literária,  é um livro da Rainbow Rowell.

Porque ela é linda. Porque ela tem cabelos encaracolados lindos.

Porque ela consegue transformar em história de amor algo que poderia ser interpretado como stalkeamento insano.

Porque ela consegue falar sobre uma menina que escreve fanfics e criar uma história dentro da outra história e depois transformar isso em um livro totalmente novo.

Porque ela escreveu um romance entre uma menina ruiva com uma vida puta-complicada-pra-caramba com um menino japa (pode até não ser, mas na minha cabeça é.) fanático por quadrinhos e funciona sem ser clichê – o que é meio óbvio pela descrição dada acima. Rs.

Porque ela criou uma história de uma menina que fala com seu marido no PASSADO e é lindo.

E é isso.

Só vim falar isso.

Que eu acho que todo mundo, algum dia na vida, deveria ler um livro da Rainbow Howell, porque eles são lindos e aquecem o coração.

E porque o nome dela é ARCO-ÍRIS. E nunca vi ninguém chateado porque conseguiu ver um ARCO-ÍRIS.

arcoiris2

 

o dia em que me senti como a Xuxa no twitter

Vinte e cinco de agosto, aniversário do meu pai.

A gente sempre faz uma “surpresa” e o aniversariante finge que é surpreendido, por cortesia familiar.

Resolvemos ir a uma churrascaria, encher a barriga de carne molinha e porcarias não saudáveis. Levamos a Helô. A partir de hoje teremos a tag Helô (ou já temos. Não lembro).

Helô tem 11 meses. Helô é linda. Helô é fofa. Helô é gordinha. Helô está aprendendo a andar. Helô se apaixona por outras crianças.

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Eis que Helô, andando com a dinda (eu), vê uma criança.

Menininha linda. Uns três aninhos.

Helô surta.

“NENEM NENENEM NENEM NENENEM”

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Helô chama a menininha com a mãozinha gordinha.

Menininha chega perto, Helô se anima e vai perto. Menininha sai correndo.

Menininha chega perto, Helô se anima e vai perto. Menininha sai correndo.

Menininha chega perto, Helô se anima e vai perto. Menininha sai correndo.

Mãe da menininha: “Menininha, a bebê gostou de você! Vai falar com com a bebê!’

Menininha: “Não telo. Não dosto de bebê.”

Me enfureci. Peguei Helô no colo: “Vamos, Helô. Tem outras crianças pra brincar com você! Hunf.”

Fui embora.

Menininha não merece brincar comigo nem com o meu anjo!

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temos o que procuramos

esse é um post reflexivo

primeiro porque faz quase um ano que eu não dou as caras por aqui – tá complicada a vida, povo.

segundo porque sim. eu quero. não sou muito boa pra explicar essas vontades.

acontece que eu ando passando por coisas na minha vida e, ok, todo mundo passa por coisas. a Dory fala em Procurando Nemo que se coisas não acontecerem com o Nemo, coisas não vão acontecer com o Nemo e, tipo, eu sou o Nemo e coisas estão acontecendo comigo e isso é bom. Não necessariamente as coisas, mas o fato de elas acontecerem.

enfim.

me peguei refletindo sobres coisas que estão acontecendo comigo e sobre coisas que estão acontecendo com as pessoas ao meu redor e cheguei à essa conclusão aí do título do post

“temos o que procuramos”

ou o que merecemos. que fique claro, não to falando de fatalidades, mortes, acidentes, etc.

tô falando das escolhas que a gente faz na vida.

essas escolhas, às vezes a gente nem percebe que está realmente fazendo. às vezes vc não quer exatamente que aquilo, aquele momento seja uma escolha, mas ele é.

e você não percebe.

você vai perceber que aquilo foi uma escolha um tempão depois. meses, anos, talvez décadas.

mas foi uma escolha e te levou aquilo que você é agora, ou àquele ponto do seu caminho em que você se encontra.

é bom? talvez. é ruim? talvez seja. sei lá. é a sua escolha, você é quem sabe.

o problema é lidar com isso e aceitar que aquilo foi uma escolha, entende? que você assumiu os riscos daquela escolha, naquele momento, e aquela escolha te definiu de uma forma ou de outra.

e de escolhas a gente pode até se arrepender, mas algumas são irreversivelmente irreversíveis (sim, assim mesmo).

o nosso crescimento como pessoas depende de conviver com nossas escolhas e saber lidar com isso, para o bem ou para o mal.

enfim. hoje eu escolhi, conscientemente, compartilhar isso aqui. talvez eu volte mais vezes e compartilhe mais coisas. se eu escolher fazer isso.

O dia em que fui ao show dos Backstreet Boys

CHd92ufW8AAFKSc.jpg large(Foto do Bruno Rezende)

Eu sei que já vim aqui falar de shows muito mais pesados, com músicas de qualidade melhor e tal mas, meninas, preciso dizer: nada ativou meus hormônios tanto quanto o show que assisti ontem, dos Backstreet Boys.

Antes de falarmos do show em si, um flashback:

Meados de 2001, eu tinha 13 anos e A-M-A-V-A BSB. Coisa insana mesmo. Gravava fitas cassete com músicas, gravava fitas VHS com documentários, clipes e entrevistas que passavam na MTV. Comprava revistas e posteres, fazia testes para saber com qual dos caras eu mais combinava e sabia até o tamanho do sapato de cada um (ok, isso é mentira).

Ocorre que em 2001, no alto dos meus 13 aninhos, foram anunciados dois shows dos Backstreet Boys aqui em São Paulo, no estádio do Morumbi. A partir daí eu só tinha um objetivo na vida: convencer meus pais que eu PRECISAVA ir ao show. Que eu iria morrer se não fosse. Que eles destruiriam minha vida se não me deixassem ir.

Mas minha mãe estava operada e as chances de o meu pai levar duas meninas histéricas (a Amanda e eu, no caso) a esse tipo de show eram menores que zero. Claro que eles não deixaram e nem pagaram os ingressos. Lembro que na noite anterior ao show a Jovem Pan sorteou um par de ingressos por hora e eu e a Amanda passamos a noite ligando pra rádio para conseguirmos esses ingressos.

Não conseguimos.
Não fomos ao show.
Chorei por dias.
Foi a primeira vez que meu coraçãozinho adolescente foi partido.

===FIM DO FLASHBACK====

Pois bem, chegamos em 2015.

No início do ano foram anunciados vários shows dos caras no Brasil, um deles em SP. Decidi que, finalmente, realizaria meu sonho de adolescente: eu veria os Backstreet Boys ao vivo.

O problema é que, aparentemente, muita gente tem o mesmo sonho, porque os ingressos esgotaram em menos de duas horas. Sonho adiado.

Mas, OMG! MARCARAM OUTRO SHOW! EEEEEEEEEEEEEEEEH!!!! #TODASCOMEMORA

A empolgação voltou. Lá fomos nós – A Amanda e eu, sempre – desesperadas tentar comprar os ingressos. Acessa o Tickets for Fun às 9h. f5. f5. f5.

AHH NÃOOOOO… Ingressos esgotados. De novo. Em menos de duas horas.

Mas, esperem, OMG! MARCARAM OUTRO SHOW! EEEEEEEEEEEEEEEEH!!!! #TODASCOMEMORA

Sim. Um terceiro show aqui em São Paulo. Se não conseguíssemos ingressos para esse terceiro show era porque o Universo tinha decidido que não era para vermos os Backstreet Boys ao vivo e pronto.

Dia do início das vendas. Entrar no site. F5. F5. F5. Comprar ingresso. Aguardar confirmação. EEEEEEEEEEEEE conseguimos!

Nem acreditei, parecia mentira. Depois de três tentativas, finalmente iríamos assistir o show! \o/

~-~-~-~-~-

Um mês de espera e ontem era o grande dia. Chegamos, a Amanda, a Alline e eu, com uma antecedência não muito razoável no Citibank Hall, o local do show. Pegamos uma fila bem humilde, se comparada ao Bon Jovi e à Beyoncé e em poucos minutos estávamos lá dentro. O show ia começar. E começou!

Com o som meio baixo, infelizmente, mas começou.

Eles começaram com The Call e, a partir daí, foi um festival de hits. As long as you love me, All I have to Give, I want it that way e assim vai. Um setlist completo e fofo, pra fãs antigas e… bom, fãs antigas. Não vi adolescentes por lá.

O público era formado por mulheres com mais de 25. Casadas, solteiras, com filhos ou sem. Vi crianças lá, acompanhando as mães. Vi casais, vi gays. A maioria eram grupinhos de amigas, todas felizes, num clima super tranquilo. Acho que foi a plateia mais simpática que já vi, todo mundo conversando, brincando, bem bacana mesmo.

Quanto aos cinco, continuam ótimos. Cantam, dançam, conversam, fazem piadas. Vinte e dois anos de estrada com certeza trazem certa desenvoltura para o palco e eles possuem isso de sobra. Eles têm um texto que repetem todo show, mas dá pra notar as improvisações e o clima é super descontraído.

Não há banda, mas um DJ e as bases das músicas são pré-gravadas. Deu pra notar perfeitamente em In a Wolrd Like This, pois o A.J. sumiu do palco na hora da música, mas a voz dele estava lá. Baixa, mas estava. Acredito que alguns deles se apoiem bastante nessa pré-gravação, o Brian principalmente, por causa de sua doença nas cordas vocais. Nick e A.J. fazem questão de cantar alto e distribuir gritos, para provarem que, sim, eles podem cantar muito bem, obrigada.

A gritaria impedia de ouvir muita coisa, então não sei dizer se eles estavam exatamente afinados ou se as vozes casavam perfeitamente como no passado. Nas músicas novas – e menos populares – dava pra ouvir e estava lindo. Essa questão do som baixo é uma falha gravíssima do Citibank Hall, especialmente em um show que custou R$300,00. Mostra despreparo e relaxo. Falta de respeito com o público.

Mas, fora isso, não há do que reclamar. O show foi perfeito. As dancinhas são constrangedoras, admito, mas gostei mesmo assim. Voltei ao passado e senti aquela emoção doida de fã, que há muito tempo já não sentia. Esqueci do mundo e dos problemas da vida enquando berrava I want it that way a plenos pulmões e, sim, iria novamente. Talvez não na pista, porque adoraria ver de verdade e não apenas pedaços, mas não me arrependo de nada.

Vivi cenas lindas, como o momento em que todas as meninas da plateia levantaram bexigas brancas, em The One. Ou quando eles mesmos tocaram Quit Playing Games e outras duas músicas novas, num mini acústico. Ri das piadinhas mais infames (Bunda, A.J.? Sério?!), das palhaçadas do Brian e do Nick, da seriedade fofa do Kevin (bem vindo, Kevin, seu lindo!) e da sensualidade latina do Howie. Todas as características marcantes deles se destacam no show e dá uma sensação de proximidade ver isso ao vivo e tão pertinho.

Cresci fã dos Backstreet Boys e isso não vai passar. Minhas filhas vão ouvir Backstreet Boys e se apaixonar por esses velhinhos, como eu fui apaixonada. Não apaixonada pelos caras em si (nem saberia o que falar, caso os encontrasse pessoalmente), mas pelo ideal que a banda representa, pelos garotos fofos do mundo, que cantam letras bonitinhas e fazem a gente acreditar que talvez aquilo exista. Provavelmente não, mas quem sabe, né?

catifunda

Eu tenho enrolado já há alguns meses pra contar essa história pois é daquelas que ia pegar se mal contada na época exata. Então, vamos fingir que aconteceu ontem, ok?

Saí do trabalho, depois de um dia de cão, com certa pessoa, que chamaremos de Catifunda, tendo me enchido as paciências o dia inteiro. Eu estava tão irritada com a infeliz da pessoa que não aguentava nem ouvir o nome que já queria morrer de desgosto. Era uma irritação que vinha se acumulando há um tempo e naquele dia específico havia atingido seu ápice.

Catifunda era minha nêmesis, o motivo do meu desgosto, a razão do meu desagrado.

Pois bem. Do trabalho fui para a aula de inglês e, em dado momento, o teacher vira pra mim e fala:

– Você, Catifunda…

Eu, interrompendo irritadíssima:

– CATIFUNDA NÃO, TEACHER, PELAMORDEDEUS!! Odeio esse nome! Odeio todo mundo com esse nome! Não quero ouvir esse nome hoje, nunca mais me chame desse nome.

Ao que ele continua, ligeiramente sem graça:

– Catifunda, você trabalha com a Karol hoje.

A Catifunda era a menina do meu lado, com quem eu teria que trabalhar pelos próximos 40 minutos de aula, bem depois de ter ofendido seu nome e todas as pessoas que o possuíam…

Moral da história: Não seja uma idiota impulsiva, por mais que seu dia tenha sido uma bosta.

Moral da história 2: Jamais me chame de “Catifunda”.

piscina

No início do mês fizemos um passeio com as crianças da catequese para uma chácara. Nessa chácara tinha piscina. Duas, pra ser exata, uma para adultos e uma pouco maior que uma banheira simples, para crianças pequenas.

Levamos conosco umas 7 crianças com menos de seis anos, público-alvo básico de piscininhas (fora as outras 80 entre 7 e 15 anos). A mais nova, H., tem apenas três anos.

Todo mundo brincou de piscina o dia todo. O tempo esfriou e geral queria brincar na piscina minúscula dos pequenos. Botei o pé na água. Quente. Muito quente.

“Ihhh gente, essa água quente quer dizer que alguém fez xixi na água, hein”, brincando.

“Eu, não!”

“Eu, nãoo!”

“Nem eu, tia!”

H. ficou quietinha.

“E você, H., fez xixi na água?”

“Fiz. Três.”

Nem corou.

Sinceridade ♥